Respostas

17.01.2019

 

 

As respostas estão em algum lugar aqui dentro, brincando, tomando forma e revirando meu peito. Gritam, confundem, me encurralam contra parede e rapidamente deixam um vazio enorme. Vez ou outra debocham dizendo “eu avisei”, como se fosse simples assim. Se escodem e fazem jogo duro comigo, da mesma maneira como quem corre atrás da casa olhando de canto, esperando o erro que certamente cometerei. Faço tudo errado. Nessas horas tudo vira ebulição, busco atalhos, formulas e razões, mesmo sabendo que já estão ali... esperando. 

Claro que tenho culpa – caso pergunte – carrego essa certeza. Saboto-me esperando o mês de dezembro chegar com promessas de fazer tudo diferente. Uma lista de coisas para cumprir, riscadas à tinta azul para não me esquecer de quem sou. Saber o que é preciso. Ela está aqui, não está? – me questiono - Dorme e acorda comigo todos os dias, e eventualmente até me serve uma xícara de café pela manhã. Está ali, à minha frente, difícil é encarar. Também em algumas noites não me deixa dormir fazendo barulho. Difícil é querer ouvir. Árduo é traçar o caminho e seguir.
 
Não me venha com a história do “basta querer”. Por vezes olhamos com nosso par de olhos e não acreditamos no que vemos. Dá um nó na garganta, uma sede de alguma coisa que ainda não descobri o que é. Água não me basta mais. E as respostas continuam ali, persistentes, teimosas e dentro de mim.

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